quarta-feira, 27 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

FLOR



Abriu-se todas os poros.
Germinou, cresceu e florou
e dei ao meu amor.
Todo meu afeto e cuidado,
dos dias que passei acordado.
E certo dia perguntei-lhe como passava:
– Ela morreu!
          [dito sem qualquer ressentimento]
Não se deu conta de que não era a Flor,
mas outra coisa.
Estavam abertas desta vez todas as lágrimas,
de alguém que nunca soube o que é ser teu.
À flor da pele, apelo.
A flor da pele, o pêlo.


Marcela Barreto
Renato Silva

COMEMORAÇÃO


A comemoração está diretamente ligada há um ano de Memórias Psicodélicas, uma vez que ao me aventurar na estruturação de um blog, muitas pessoas estranharam e me perguntaram espantadas: "Nossa, você tem um blog?". Como se isso fosse coisa de outro mundo! Irrealizável, a nós meros mortais... Pareceu-lhes bastante estranho, afinal como é que pode alguém que não fosse jornalista ou um intelectual se meter a besta, palpitando assuntos tão complicados, controversos e transversais (embora tão presentes). Penso que, o fato seja justamente esse: a possibilidade de opinarmos, livremente. Afinal a internet, é um meio de comunicação interativo e estou certa de que possibilita essa capacidade. Seja através dos sites de relacionamentos, dos fóruns ou mesmo dos blogs, qualquer um pode expressar suas idéias, comunicá-las ao mundo, estando ou não de acordo.
E nesta dimensão não estamos apenas no papel de receptores, como antes estávamos diante da televisão e do rádio, aqui temos a oportunidade de co-atuar como agentes ativos. É a esse propósito que esse blog ganha vida. Mesmo que não discuta um conceito filosófico como faria um iniciado no assunto, ou não avalie um fato como faria um jornalista (o que pode ser positivo) posso me situar frente às problemáticas, posicionando-me em relação às questões que me acometem e com as quais irei lidar.
Ao falar de literatura, cultura, música, política, educação, além de conceitos e procedimentos, por exemplo, construir uma reflexão que me pode ser ilucidativa, no sentido de que compreendendo melhor os problemas tenho meios para resolvê-los. Dessa forma, pensando, tornamos sujeitos de nossa própria história e podemos assim dirigí-la segundo nossas próprias ideologias e princípios, não nos deixando simplesmente levar, inertes ou submissos, para onde quer que a correnteza vá. Podemos, enfim, enfrentá-la, abertamente! E é com uma profunda comoção que compartilho desta alegria com vocês. Obrigada!