segunda-feira, 4 de abril de 2011

FLOR



Abriu-se todas os poros.
Germinou, cresceu e florou
e dei ao meu amor.
Todo meu afeto e cuidado,
dos dias que passei acordado.
E certo dia perguntei-lhe como passava:
– Ela morreu!
          [dito sem qualquer ressentimento]
Não se deu conta de que não era a Flor,
mas outra coisa.
Estavam abertas desta vez todas as lágrimas,
de alguém que nunca soube o que é ser teu.
À flor da pele, apelo.
A flor da pele, o pêlo.


Marcela Barreto
Renato Silva

2 comentários:

  1. Ideia tem muito haver com a foto montagem...parabens pelo raciocinio e criatividade !
    te vejo no cronicas !

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• Viva aos comentários reflexivos!